terça-feira, 7 de janeiro de 2014


SOLIDÃO


Foi no silêncio da noite,
que uma letargia,
vazia, sem memória
ou sonhos
que me alimentassem
a ausência de sons, que despertei
pra mina condição solitária.
Os raros lampejos de consciência,
acompanhados de tristezas
que me vigiam a vida,
Neste vácuo, espécie de limbo, neutro,
Foi que vi, neste instante passageiro
De lucidez, uma voz interior que me chamava
Á realidade, e nesta inesperada clareza
Me percebo sozinha no escuro
Impregnada de solidão

E sem lugar nenhum pra fugir...

Lin Quintino

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