segunda-feira, 3 de março de 2014

Venha...



É assim que te quero,
na fome do meu desejo
e que venha como és,
nu, das palavras,
dos julgamentos,
da censura que te habita.

Venha nu, e me despe,
com esses olhos famintos,
com essas mãos ávidas
de desbravar o meu corpo.

Venha assim mesmo,
sem máscaras,
nada que te vede,
que te cubra o corpo,
venha e me decifre,
que eu farei o mesmo...



Lin Quintino